BQP-H E AS OPORTUNIDADES PARA AS EMPRESAS DE TECNOLOGIA

Guest Post: Marco Guerra





Aqui é o Marco Guerra, consultor em Sistemas de Gestão, e neste artigo irei abordar as principais exigências do PBQP-H e de que forma as empresas de tecnologia podem ajudar as Construtoras nesse processo de certificação e, principalmente, a alavancar seus resultados, tanto em qualidade como produtividade.



O Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade no Habitat, o PBQP-H, é uma certificação exigida por muitos contratantes de obras, tanto públicos como privados, e também, exigida para a concessão de crédito pela maioria dos agentes financiadores de obras no país.


Em um breve histórico, esse programa foi constituído por uma iniciativa do governo federal, em 1992, quando se chamava somente PBQP, com intuito de fomentar o aumento da competitividade da indústria nacional frente aos novos desafios impostos pela conjuntura econômica daquela época, em especial a abertura do país ao mercado internacional.

Desde lá o programa passou por diversas atualizações, buscando sempre o alinhamento com as versões mais atuais da norma ISO 9001, bem como incorporando exigências pertinentes a saúde e segurança no trabalho, sustentabilidade e norma de desempenho, este último para o caso de empreendimentos residenciais.




Para as construtoras serem certificadas no PBQP-H, elas precisam implementar um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) que atendam seus requisitos, onde sua direção e time, em resumo, devem:


Analisar o contexto externo e interno da organização e as necessidades de suas partes interessadas, e definir ações para abordar os riscos e oportunidades identificadas nessa análise;


Definir o escopo do SGQ e os respectivos objetivos, metas e indicadores;


Estabelecer política da qualidade;


Planejar e padronizar seus processos e controles (comercial, planejamento, projetos, aquisições, obra, entrega, assistência técnica, recursos humanos etc.) de forma que eles atendam aos requisitos legais e estatutários, tais como NBRs, aplicáveis a eles, as necessidades da própria organização, e, também, às exigências do PBQP-H específicas para cada um deles (no caso de aquisições, como exemplo, cito criar critérios para especificação da compra e para avaliação e monitoramento de desempenho dos fornecedores);


Definir de maneira clara as responsabilidades e autoridades de cada atividades;


Prover recursos (pessoas, equipamentos, infraestrutura, ambiente de trabalho etc.);


Prover capacitação dos colaboradores para realização dos processos e controles;


Reter evidências (informações documentadas) de seus controles;monitorar os indicadores e a satisfação dos clientes, e analisar os dados do SGQ;


Realizar auditorias internas;


Analisar criticamente o desempenho do SGQ;


Tratar os desvios com ações corretivas e planejar mudanças; e, por fim


Contratar um Organismo de Certificação e passar por uma auditoria externa.


Se vocês perceberem com maior atenção, os itens que relacionei acima abordam somente “requisitos”, ou seja, “exigências” que o SGQ deve atender. Em nenhum momento o programa estabelece o “como” cada exigência deve ser atendida, quebrando assim o mito de que essa certificação “engessa” a empresa e que a torna “acionista de empresas de papel e celulose”... Brincadeiras à parte, existe sim, uma grande oportunidade para as empresas de tecnologia em desenvolverem soluções que ajudem as construtoras a implementar esses processos e controles de forma mais eficazes e eficientes.


Apesar de já existirem no mercado empresas de software e aplicativos específicos para o controle de atividades críticas no SGQ (tais como, controle da distribuição de documentos e projetos, monitoramento de indicadores, inspeção de serviços, controle de materiais, controle de terceiros, controle de ações corretivas, atendimento ao cliente, entre outros), essasferramentas ainda podem ser aperfeiçoadas e outras criadas, visando uma maior integração entre os diversos sistemas e uma melhor interface com usuários.


Com a adoção desses recursos, além do ganho na produtividade, quando bem utilizado obtém-se também um grande ganho na qualidade, por meio da obtenção, de forma quase instantânea, da compilação de dados que orientam a retroalimentação e a melhoria continua dos processos e controles.


Espero que tenha gostado do artigo e que ele tenha contribuído para um maior entendimento sobre as exigências do PBQP-H e das oportunidades que advêm delas para as empresas de tecnologia.


Agradeceria que compartilhasse esse artigo com seus contatos e siga-me no meu Linkedin para receber mais informações e publicações.


Se houver algum tema ou dúvida que gostaria que eu abordasse nos próximos artigos, peço a gentileza que me envie no e-mail marco@mguerraengenharia.com.br.

Muito obrigado pela atenção e um grande abraço!


Marco Guerra

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