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CONHEÇA AS 13 STARTUPS DO 1º BATCH DO OKARA HUB

O OKARA Hub selecionou 13 startups no primeiro semestre de 2018, após receber mais de 100 inscritos para participar do seu 1º batch. Em pouco mais de 5 meses do projeto que teve início em julho de 2018, já foram realizadas mais de 90 atividades envolvendo 510 pessoas em workshops, palestras e mentorias. Além disso, já foram fechados 15 contratos para o desenvolvimento de projetos piloto que somam R$ 72 mil. Saiba mais sobre as startups OKARA Hub:


1. Connect Data



Com o sistema de rastreamento de materiais, ativos e pessoas que verifica, entre outras funcionalidades, o tempo de permanência da equipe para a execução de serviços ou o consumo automático da materiais, a gestão é facilitada e o que normalmente era feito manualmente (quando feito), ganha automatização e confiabilidade por meio dos sensores instalados no canteiro de obras (IoT) e tags que vão nos itens a serem acompanhados, como embalagens de materiais.


Além disso, a ConnectData permite a análise, em tempo real, de materiais utilizados e apresenta tendências de desvios quanto ao consumo, custos e atrasos no planejamento. “O valor do investimento para aplicação da tecnologia, envolvendo os dispositivos de rastreabilidade e o sistema de inteligência preditiva, varia de acordo com a dimensão e complexidade do projeto, ficando entre 1 a 1,5% do custo da obra. O sistema gera confiabilidade com dados automáticos, e auxilia na prevenção de desvios de diversas naturezas (estima-se que em torno de 10%), bastante comuns no segmento”, conta Paula Cogo, CMO da Connect Data.



2. ConstruCODE



O mecanismo criado pelo CEO Diego Mendes aumenta a operacionalidade e os índices de assertividade no canteiro a partir de uma plataforma online que transforma projetos em etiquetas inteligentes, que permitem o compartilhamento remoto de informações com todos os envolvidos no ciclo da construção.


“A leitura das etiquetas é feita pelo app que mostra também onde concentram-se as dúvidas no canteiro, facilitando a gestão das equipes nas diferentes frentes de serviço”, conta. Com base no sistema, os engenheiros, coordenadores de obras e encarregados usam celulares e tablets para visualizar projetos, gerir equipes em campo, enviar dúvidas, e receber as últimas atualizações dos projetistas.


Além de permitir a gestão à distância de mais de uma obra ao mesmo tempoa redução nos custos – que antes chegava a R$3.500 mensais com impressões de projetos – em diversas etapas de documentação pode chegar a 50% com o uso das etiquetas, graças ao novo modelo de manipular informações. “Aquela funcionária que passa muito tempo imprimindo, organizando e distribuindo as plantas ou o colaborador que as recolhe quando defasadas, têm mais tempo para se dedicar a tarefas mais táticas e tornam-se mais produtivos visto que o sistema se encarrega de grande parte do operacional”, complementa.



3. Controller



Assertividade é a base da Controller, que criou um aplicativo intuitivo para gestão da produtividade através da digitalização dos processos de controle de obras. Com uma interface amigável, os gestores têm acesso às produções e outras informações diárias de todas as equipes, para a realização de análises comparativas, medição de recursos e equipamentos, sendo um importante gadget para avaliar a qualidade dos serviços e servir como base na tomada de decisões.


 “É como ter a gestão da produtividade na palma da mão. E isso é muito valioso. Você sai do esquema de tentativa e erro e começa a enxergar os seus principais indicadores”, afirma Felipe Canuso, CEO da startup. E complementa: “As pessoas que trabalham em obras gastam 88% do tempo preenchendo planilhas e somente 12% para a análise dos dados. Com a ferramenta, o engenheiro ganha tempo para gerenciar o seu projeto de forma eficiente”.


4. Coteaqui



Observando o mercado da engenharia civil que vinha em um boom em 2013, Alyson Tabosa percebeu que havia um grande problema de ineficiência no setor de compras e criou a CoteAqui, que conecta fornecedores e construtoras com a elaboração de quadros de concorrência de orçamentos em todo o território nacional. A utilização da plataforma criada resulta entre 10 e 15% de economia na compra de materiais e 66% de ganho de eficiência do setor de suprimentos, com a eliminação de tarefas operacionais como montagem de planilha, telefonemas e envio de e-mails.


5. Contraktor



A começar pela contratação de fornecedores ou empregados, é possível utilizar serviços que utilizam tecnologia na execução dos processos, como os oferecidos pela Contraktor. O software desenvolvido pela startup, que cresce 30% ao mês e já atende a 70 empresas, automatiza e conecta todos os intermediários nas etapas dos fluxos de contratação, com recursos como assinaturas eletrônicas e certificados digitais, e reduzem até 85% dos custos operacionais.


Além da celeridade, o ganho está também na segurança. “A tendência é reduzir em muito o uso de papel, o que traz ainda um viés de sustentabilidade, com o armazenamento na nuvem. Transações que antes demoravam muito tempo devido a distâncias geográficas, com postagens demoradas, agora podem ser resolvidas em um dia. Apesar da barreira da cultura do papel, o uso das novas tecnologias é o caminho”, aponta Henrique Flores, fundador e desenvolvedor de negócios da Contraktor.


6. dLieve




Os ganhos trazidos pela dLieve, além dos tangíveis relacionados à assertividade das entregas, está também na satisfação dos clientes. Com um sistema baseado nos smartphones e GPS, a empresa oferece um monitoramento em tempo real que cria rotas e avisa aos clientes os mínimos detalhes de cada entrega (exemplos como varejistas e e-commerces com seus deliveries ou a previsão do horário de chegada de um determinado produto a um canteiro de obra) ou agendamento de serviços técnicos feito por empresas como as de telefonia e energia elétrica.


 O sócio-fundador Patrick Rocha conta que é possível economizar até 20% com o uso da ferramenta, que proporciona também o melhor uso do tempo das equipes de entregas e prestadores de serviço, por meio do monitoramento em tempo real. “Com o maior controle da equipe é possível medir o rendimento e performance, além de reduzir custos operacionais de entregas que não dariam certo”, diz.


7. Ekonowater



Depois de bem planejados e com acompanhamento acurado, os projetos de construção civil podem continuar sendo exemplos de sustentabilidade econômica e até ambiental. Desmistificando a ideia de que para ser tecnológico tem que ser complicado, o engenheiro Carlos Rosa desenvolveu uma solução sustentável para reduzir e até eliminar o uso de água potável em descargas de vasos sanitários. O Ekonowater filtra e trata a água em dois processos para voltar a ser utilizada no vaso. Com o reuso de água e o aproveitamento de água de chuva de um prédio comercial ou residencial, é possível economizar até 70% na conta de água, além preservar o meio ambiente. 


A estimativa em seu projeto piloto de grande porte é economizar durante um ano 11 milhões de litros de água, em um prédio de 20 andares, no qual 2.500 pessoas circulam diariamente. Sua manutenção exige a limpeza e troca do filtro, que custa R$ 15,00, a cada seis meses. Estratégia que mostra como os ganhos podem ser duradouros, mesmo após o fim da execução das obras.


8. Gero Obras





Já o Gero Obras, outra ferramenta digital, analisa projetos a partir de apenas cinco dados: onde é feito, o número de pavimentos, a metragem total a ser construída, o tipo de acabamento interno/externo e data de início, e fornece um planejamento com projeções para toda a obra. Com ela, é possível fazer grandes orçamentos em apenas 2 minutos, com precisão superior a 97,5%.


“Com o tempo ganho, esses profissionais podem dedicar-se a tarefas às quais são insubstituíveis e acompanhar, inclusive, os dados de performance das equipes no canteiro de obras, função também disponibilizada pelo aplicativo do Gero”, diz Antônio Rezende, sócio-fundador da startup.


9. Intuitive



Intuitive software também promove a eficiência na gestão, mas focado nos terceirizados. O aplicativo que pode ser acessado on e offline mantém um canal aberto de comunicação entre clientes e prestadores de serviços, para uma avaliação rápida que possibilita a resolução de problemas instantaneamente, com total visibilidade para um efetivo controle do departamento contratante. “Isso permite à empresa entender e priorizar quais atividades têm maior impacto direto na satisfação do seu cliente”, afirma Magnus Arantes, diretor da Intuitive.

10. Levitar Drones



O monitoramento e a análise de dados durante a execução dos projetos também passou a ser imprescindível para o sucesso dos empreendimentos. De oito a 10 vezes mais rápido que o homem na coleta de informações, os drones chegaram para colocar as operações no canteiro em dia e ainda economizar até 50%, com a redução do tempo gasto para executar as atividades. Além disso, é possível usar modelos específicos, como os que a Levitar Drones utiliza em trabalhos como lançamento de cabos e até transporte de pequenas cargas.

Para o sócio Luis Carlos Filho, que atua no setor de aviação há quase 15 anos, além das vantagens operacionais o emprego de drones garante ganhos de valor para a empresa. “As informações são sistematizadas e ficam disponíveis para todos os profissionais que necessitam acompanhar os processos. Há redução de custos e também ganho de qualidade no tratamento dos dados que é feito por softwares”, conta.

11. Play2Sell



A falta de capacitação para corretores de imóveis foi o que motivou a criação da Play2Sell, que oferece um app para a realização de treinamentos por meio de jogos, a chamada estratégia de gamificação para o aprendizado. “O custo é muito mais baixo que o de um curso convencional, além da facilidade para o corretor de treinar onde e quando quiser, com dinâmicas que aumentam a eficácia do treinamento”, reitera Rafael Saraceni, responsável pela criação de infraestrutura tecnológica.


No futuro, a intenção é expandir os segmentos atendidos pelo app e passar a oferecer treinamentos nas mais diversas áreas. O que a empresa já está começando, com a inclusão do mercado de construção civil. Mesmo estando há pouco tempo no mercado, menos de um ano, os retornos positivos, desde o primeiro cliente em novembro de 2017, ajudaram a startup a fechar três novos contratos com empresas de Goiânia, São Paulo e uma rede de franquias com 1700 corretores em todo o Brasil.

12. VOCA



Uma plataforma de gestão da comunicação entre colaboradores e líderes, favorecer o engajamento entre as duas esferas propicia o aumento da produtividade, e isso pode ser feito de maneira totalmente tecnológica. O dispositivo oferece soluções em um sistema embasado na inteligência artificial, que cria relatórios em busca da tomada de decisão. “Os gestores conseguem conversar com o funcionário identificado ou até de forma anônima. Há ainda uma rede social focada 100% em resolver problemas na empresa, com a colaboração dos usuários, o que confere o clima da companhia em tempo real”, conta.


O sistema integrado envia perguntas aos trabalhadores para motivar a participação e recebe críticas, acompanhadas de propostas de soluções. A cada 10 usuários, sete entram pelo menos uma vez no canal que dá voz ao empregado, ao mesmo tempo em que assegura a confidencialidade. A intenção é eliminar desalinhamentos e evitar obstáculos que prejudicam o dia a dia de trabalho. “Peter Drucker, considerado o pai da administração, diz que 70% dos problemas dentro da empresa vêm de falhas na comunicação e o Voca atua diretamente nesse ponto”, complementa Ronaldo Palermo, CEO da startup.


13. Wistor



E se o problema for estocar mercadorias? Para isso, a Wistor criou uma plataforma online que liga pessoas que têm um espaço a ceder com outras que precisam utilizá-lo. O negócio vai além do self storage de pessoas que viajam, em situações de reforma, colecionadores ou para guardar livros que não cabem mais nas estantes de casa, e atende também a empresas para guardar arquivos ou ativos, por exemplo.


Atualmente em processo de expansão, a startup começa a conectar empresas de varejo, logística e e-commerce que têm alto fluxo de movimentação de mercadorias e precisam de espaços com boa localização. E esse tem se mostrado um mercado promissor, uma vez que proporciona, em média, 50% de economia, comparado ao aluguel tradicional por metro quadrado. Para se ter uma ideia, havia há dois anos no Brasil 140 unidades do segmento e esse número pulou para 300 em 2018, confirmando a demanda por modelos diferenciados de locação de espaços.

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