CONHEÇA AS 8 STARTUPS PARTICIPANTES DO 2º BATCH DO OKARA HUB

Em uma pesquisa realizada com mil startups em todo o território nacional pela Associação Brasileira de Startups, no fim de 2017, 81% delas acreditam que os investimentos, no Brasil, em empresas com ideias inovadoras vão aumentar até 2020. E enquanto 37,94% passaram do planejamento e começaram a operar, 45% buscam participar de programas de aceleração e incubação. Exemplo desse modelo de iniciativa, o OKARA Hub selecionou as participantes da segunda edição de seu programa, com foco em um setor ainda bastante carente de inovação: o da construção civil.


Desde 16 de janeiro, oito startups passam a ocupar os escritórios do hub formado pela EngeformTemonGrupo GPS e a MPD Engenharia. As escolhidas:


1. Aterra





Se a construção civil ainda gera muitos resíduos, a Aterra vem atuando para ir além da destinação correta de materiais como solo, cimento, madeira e aço, que são geralmente destinados às caçambas e terminam em um aterro. 

O CEO da startup, Fernando Andrade, diz que seu desafio é dar a destinação correta aos resíduos, com rastreabilidade, gastando poucos recursos e ainda gerar lucro financeiro e de imagem.

 “A Aterra busca novas aplicações que surgem no mercado. Se trabalhamos antecipadamente, encontramos outras soluções que podem conectar as necessidades, como o solo de escavações que vira material de aterro em outra obra”, diz.


O processo funciona por meio de uma plataforma com uma rede fechada de negócios sustentáveis, que vai desde os contatos iniciais até o fechamento de transações. O diferencial é a agilidade, pois ela não é somente um local para buscar parceiros e fornecedores, mas antevê o que acontece nas obras e conecta as empresas de acordo com o interesse no material e a geração deste. 


Os resultados da Aterra aparecem nos números:


A startup gerou cerca de três milhões de reais de receita para os clientes, em movimentação financeiraNas edições de 2017 e 2018 da Casacor, a redução foi de 52% nos custos com destinação de resíduos e a promoção de aterro zero.Em cinco projetos de construção civil que atuaram foram gerados R$ 0,32 em benefício econômico (custo evitado + receita com a venda de resíduo) para cada quilo de material reaproveitado.


Site: www.aterraambiental.com/


2. Cloudstock



A influência das novas tecnologias no dia a dia do trabalho parece mesmo ser irreversível. E foram a experiência e os erros em campo que motivaram Cauê Marinho a criar a Cloudstock, a plataforma que automatiza o controle de estoques com sistema que utiliza da inteligência artificial.


Ao lembrar dos gastos que teve em trabalhos passados ao perder o prazo de entrega de equipamentos alugados, Cauê pensou em quanto prejuízo uma obra pode ter devido à falta de monitoramento assertivo.


“A redução de atrasos nas obras é possível com o controle da necessidade mínima de produtos disponíveis para cada etapa. Realizar compras no tempo certo é fundamental para não ter prejuízos. Uma concretagem não pode ficar esperando por falta de cimento”, exemplifica.


Com a solução oferecida pela Cloudstock, a produtividade dos profissionais de almoxarife e gestores administrativos aumenta cerca de 20%. Além disso, ela emite alertas das quantidades de materiais disponíveis e quando o estoque está muito baixo, de devolução de equipamentos e contra furtos. As entradas e saídas de materiais são controladas automaticamente por reconhecimento de imagens e por meio de etiquetas de leitura sem contato, que compõem os dados armazenados em nuvem.


Site: www.cloudstock.com.br/


3. GescorpGo



Foi para driblar os momentos de instabilidade e colaborar para o crescimento sustentável dos negócios da construção civil que nasceu a GescorpGo.

O CEO, Murilo Lopes, conta que para salvar um projeto da pequena construtora da família criou a plataforma de gestão e automação de tarefas. Ele diz que a agilidade e precisão das informações conferem mais segurança no andamento das obras e ajudam a otimizar o tempo de execução e a gerir melhor a mão de obra empregada.


Para ele, o uso da tecnologia no escritório e no canteiro é o que vai fazer a diferença para as empresas no setor de construção.


“A gestão orientada por dados é o que o mercado está buscando agora. O alto grau de automação e integração é a principal ferramenta para atingir os objetivos neste momento de recuperação”, avalia.


Site: www.gescorpgo.com/


4. iTeleport



startup traz um produto que vai além da visualização de imóveis, prontos ou na planta. A plataforma chamada de Teleport 3D, integra visualizações em 3D, fotografias 360º e vídeos,conferindo uma experiência digital que faz as pessoas se sentirem como se estivessem dentro do imóvel. Tal como a experiência real, a tecnologia apresenta de forma completa:


As características do local;Permite inspecionar detalhes e de uma forma intuitiva e divertida; Transmite confiança para o interessado na compra ou locação.


“A recepção é fantástica. À primeira vista, as pessoas ficam admiradas, se encantam, entendem que é um grande avanço e passam a recomendar a nova tecnologia”, conta Francisco Toledo, CEO da startup.


Entre os principais ganhos, ressalta que há benefícios tanto para quem compra como para quem vende. O Teleport 3D proporciona economia de tempo e a assertividade na tomada de decisão, pois transporta clientes e corretores aos imóveis pela internet. Os que optam por visitar pessoalmente, já chegam com uma concepção real, acelerando o fechamento do negócio.


“Sempre ressalto a forte transformação digital que outras indústrias já passaram. O que estamos promovendo é a transformação digital do setor Imobiliário, com ganhos efetivos de produtividade e lucratividade para as empresas que aderirem primeiro, em franca vantagem às que não se adaptarem tecnologicamente”, pontua Francisco.


Site: www.iteleport.co/


5. KeepClear



Já pensou se os registros pudessem ser emitidos 31,1 segundos? Pois esse é o tempo médio que a KeepClear leva para processar documentações. Toda essa eficiência e tecnologia é proporcionada por meio de robôs de automação que cuidam da gestão de documentos com uma redução significativa nos custos operacionais, por utilizarem menos tempo e mão de obra.


“Eles acessam informações públicas em portais de transparência como os do governo e trabalham os dados para alinhar à emissão de documentos. Boa parte das pessoas não sabe que é possível fazer esse serviço de maneira automatizada, mas a receptividade tem sido bem legal”, conta Emiliano Abad, CEO da KeepClear.


Além da agilidade nos processos burocráticos de verificação de certificados ou se uma empresa está apta a ser fornecedora para outra, os serviços da KeepClear ainda incluem o monitoramento de dados, com alerta para inconsistências e irregularidades em tempo real; e armazenamento em nuvem, para acesso remoto a qualquer tempo.


Site: www.keepclear.com.br/


6. Mora



startup foi criada para oferecer habitação acessível em locais repletos de comércio, serviços e empresas, onde as pessoas economizam tempo ao se deslocarem.


Com um projeto bem pensado, o sócio-fundador Arthur Norgren busca descomplicar a vida das pessoas trazendo uma opção para que elas morem nos centros comerciais de São Paulo. Os apartamentos de 20m² com previsão de inauguração no meio deste ano, são construídos com módulos pré-fabricados de aço estrutural reforçado.


O empreendimento localizado no bairro Vila Madalena estará disponível para alugar e terá 18 unidades totalmente equipadas com mobiliário e eletrodomésticos, distribuídas em três andares. Tudo por meio de um aplicativo gerenciado pelo Mora, que de forma descomplicada e flexível permitirá locações por prazos variados em contratos sem fiador ou burocracias como as exigidas por imobiliárias, e a um custo 20 a 30% menor que o de um apartamento com as mesmas características, construído de maneira convencional.


“Fizemos pesquisas de consumo e vimos que as pessoas estão trocando os metros quadrados para não pegar trânsito e ficarem mais próximas do lazer”, conta Arthur. 


Site: mora.rocks/


7. Safeverse



O trabalho de gestores ao cuidar das pessoas e engajar colaboradores ganhou uma ferramenta que une diversão e reconhecimento para chegar aos propósitos que as empresas querem alcançar.


Safaverse criou uma plataforma gameficada na qual os colaboradores buscam por pontos e “capacetes dourados”, ao realizarem seus trabalhos da maneira correta, enquanto os gestores percebem o aumento de seus indicadores de performance.


A iniciativa veio depois de anos observando as áreas de QHSE – das palavras inglesas Quality (Qualidade), Health (Saúde), Safety (Segurança), Environment (Ambient) -, e da percepção de que problemas de cultura institucional e atuação em campo podem ser solucionados por meio de componentes tecnológicos, de simples interface. 


“Incorporamos o modelo de gestão de ocorrências e registros, que normalmente já existe nas empresas, e criamos o modelo gameficado em cima disso. O empregado ganha prêmios por meio das pontuações no sistema, que vão de mochilas a tablets, e contribuem enormemente para o ambiente de trabalho”, conta Matheus Felix, CEO da startup.


8. Webproject



Também participante do programa do OKARA, a WebProject recebe retornos positivos sobre a redução do retrabalho no ambiente de obras, graças ao uso de etiquetas com QR-Codeque podem ser lidas e atualizadas conforme o andamento dos projetos. Quando o arquivo fica obsoleto, a solução que a startup criou identifica quem está com as plantas impressas obsoletas, auxiliando no seu recolhimento e no andamento dos trabalhos, atendendo desde empreendimentos residenciais até obras industriais e de infraestrutura.


Felipe Mesquita, criador e CEO da WebProject reforça que a era digital já chegou e que este momento deve ser bem observado para garantir a qualidade dos processos.

“As tecnologias já são realidade e precisamos estudar e compreendê-las para melhor implantação. Tem muito campo de aplicação, mas é preciso usar da forma certa, e não somente como um marketing, para que os ganhos sejam reais”, pondera.


Site: www.webproject.com.br/pt/

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